O Sport nem esquentou lugar na Copa do Brasil



A rapidez com o Tombense/MG despachou o Sport da Copa do Brasil, logo no primeiro jogo, fez-me lembrar o frevo em que o compositor de Caruaru Carlos Fernando homenageia o bloco Sou Eu o Teu Amor, que desfilava durante o Carnaval, numa espantosa velocidade. ”É um bloco veloz feito um raio...” diz a música. Pois, foi com a ligeireza desse fenômeno da Natureza, que o rubro-negro pernambucano entrou e saiu da Copa do Brasil deste ano.

Futebol não tem lógica, futebol é imprevisível. Estas e outras frases são ouvidas a todo momento.  Mas, convenhamos, mesmo que o Sport tenha enfrentado o Tombense nesta quarta-feira (13) na casa do adversário, a cidade mineira de Tombos, de menos de dez mil habitantes, ninguém de bom senso poderia imaginar que o Leão voltasse para o Recife de mãos – ou patas? – abanando, alijado da competição. E com um sonoro 0 x 3 na bagagem. Para completar há também a infelicidade do goleiro Magrão nos três gols que decretaram a vitória do Tombense.



O que dói mesmo na alma rubro-negra é saber que um simples empate classificaria o time da Ilha do Retiro, como aconteceu terça-feira com o Náutico diante do Imperatriz/MA, quando o placar de 1 x 1 fora de casa manteve o Timbu na competição.

Em vários momentos do jogo, o Sport dava a impressão de que venceria, e bem. Porém, a falta de capacidade nas finalizações logo criou uma certa desconfiança entre os torcedores, que foi aumentando num espantoso crescendo até o encerramento do jogo.

Juan, Denilson e Marquinhos são os jogadores que estão sendo festejados pela torcida de Tombos. Já em Pernambuco lamenta-se a triste jornada do ídolo Magrão, cujas defesas eletrizantes os torcedores leoninos se acostumaram a aplaudir durante mais de uma década. Os sucessos ganham largamente para os raros fracassos. Todavia, não resta dúvida de que um dos maiores ídolos de toda a história rubro-negra já esteja ouvindo o cisne cantar, ou seja, chegando ao fim de sua exitosa trajetória.

O Sport, que já deu a volta olímpica com o troféu de campeão da Copa do Brasil (2008) acaba de viver mais uma provação na fase tortuosa em que entrou. Fora da Copa do Nordeste, por não ter se interessado em disputá-la, e eliminado da Copa do Brasil com apenas um jogo, resta-lhe lutar para levantar o Campeonato Pernambucano, enquanto aguarda a Série B de 2019.   
Três gols num jogo, uma dose violenta para o ídolo Magrão

Já o Tombense prepara-se para enfrentar o Botafogo/PB, que também jogou nesta quarta-feira 13, goleou i Operário/MS na casa do adversário por 4 x 1 e qualificou-se para encarar o Tombense na segunda fase da competição nacional.

Comentários

  1. Foi um tombo tão grande que quebrou 2 pernas e o braço direito,uma pena!

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